Todos os dias, professores, alunos e funcionários da
Belas Artes circulam pelos corredores, salas, laboratórios, bibliotecas e
outras áreas da instituição. Em suas atividades cotidianas, eles certamente percebem
o que pode ser melhorado, o que precisa ser mudado, o que é uma referência a
ser seguida – mas nem sempre manifestam sua opinião, deixando para um grupo
pequeno a tarefa de contribuir para essa avaliação. O estabelecimento de canais
de comunicação eficientes é, portanto, essencial para a Belas Artes e todas as
outras instituições, empresas e organizações que desejam que o aluno ou cliente
fique satisfeito: somente assim é conseguida a consolidação e aperfeiçoamento
institucional.
No caso específico das Instituições de Ensino
Superior, a avaliação de qualidade institucional e de cursos deve ser buscada de forma permanente e
perseverante, com o uso de todos os instrumentos disponíveis e válidos - com ou
sem a participação do Governo. A CPA é um desses instrumentos: criada pelo Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (Sinaes), a Comissão Própria de Avaliação (CPA) tem por objetivo principal a condução dos processos de
avaliação internos da instituição (autoavaliação). Justamente por isso, deve ser integrada por
representantes da comunidade acadêmica: alunos, professores e funcionários
(técnico-administrativos).
Já os Diretórios (DAs) ou Centros Acadêmicos (CAs) têm
por objetivo a representação dos alunos de cada curso de nível superior. Essa
representação, que é opcional, pode e deve ser exercida no sentido da melhoria
contínua das condições de oferta do curso representado, além da integração
entre os colegas do curso e da instituição.
A atuação conjunta da CPA e dos DAs fortalecerá a avaliação interna da Belas
Artes e trará benefícios para todos os públicos, com influência direta na
qualidade do ensino. O Diretório Acadêmico, por exemplo, pode contribuir para
as atividades de avaliação interna e o representante dos alunos na CPA pode ser
o canal de comunicação para viabilizar as aspirações e propostas dos estudantes.
É essencial ressaltar que nenhuma organização é perfeita, até porque os seus
integrantes e dirigentes também não o são. Todos somos seres humanos compromissados
com a qualidade dos serviços ou produtos. Estamos no processo contínuo de
aperfeiçoamento de tudo que fazemos e produzimos, direta ou indiretamente, e,
para isso, é preciso estarmos abertos às críticas construtivas e às sugestões. Não
tenho dúvidas de que, com o mesmo objetivo, Reitoria, CPA e DAs construirão
progressivamente os próximos anos da
Belas Artes e contribuirão decisivamente para se revelarem os profissionais
aqui formados pessoas com iniciativa, persistência, criatividade e ética.
Para finalizar, deixo registrada nossa alegria ao ver
o DAD – Diretório Acadêmico de Design da Belas Artes – estabelecer-se com
seriedade e firmar compromisso com os alunos da instituição. É uma conquista
que merece ser parabenizada!
Paulo A. Gomes Cardim
Reitor do Centro Universitário Belas Artes de São
Paulo